Volkswagen mostra como opera sua “fábrica digital”

Montadora revela benefícios das simulações no processo produtivo.

Celso Placeres, diretor de engenharia de manufatura da Volkswagen do Brasil. Foto: Ruy Hizatugo.

Em sua apresentação no simpósio “Manufatura na Indústria Automobilística” promovido pela SAE Brasil, o engenheiro Celso Placeres, diretor de engenharia de manufatura da Volkswagen do Brasil, abordou o tema “Lições da Manufatura Digital na VW”. A experiência surgiu de um conjunto de sofwares capaz de simular cada operação dentro dos diferentes ambientes da indústria, esteja ela ligada ao trabalho da prensa ou ao uso de uma ferramenta pneumática operada manualmente. Desde 2006 a montadora já investiu R$ 23,3 milhões nessa “fábrica digital”.

“Fazemos hoje simulações para 100% dos processos, 80% dentro da própria VW e outros 20% por terceiros”, afirma Placeres. Esses sofwares são em regra desenvolvidos em parceria entre a Volkswagen e a Siemens e permitem que as fábricas da Volks “conversem” num ambiente digital. “Mas é preciso contar com a experiência de um profissional para que essa integração ocorra”, diz Placeres, que destaca como benefícios da digitalização os ganhos em flexibilidade, produtividade e sustentabilidade, com redução de tempo e de custo.

Como exemplo, Placeres citou a possibilidade de ampliar de 1.100 para 1.600 veículos ao dia a produção na unidade de São Bernardo do Campo, em que as simulações encontraram pontos em que era possível reduzir a quantidade de operações. “A estamparia de uma lateral tem normalmente seis processos. Conseguimos reduzir para cinco no Gol”, revela Placeres.

Outro exemplo dado pelo diretor de engenharia de manufatura é a nova ala de pintura de Taubaté, onde a VW investiu R$ 360 milhões. “As simulações permitiram identificar no projeto original tubulações e escadas em altura e posição inadequadas.”

Assista à entrevista exclusiva com Celso Placeres, da Volkswagen:

*fonte: Automotive Business